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Vereadora solicita cemitério e crematório de animais em Unamar

Vereadora Carol Midori (DC) fez uma indicação (0320/2021), no mínimo, curiosa.

A protetora de animais solicitou ao chefe do executivo que a prefeitura mudasse a destinação original de um terreno de 1.230m2 no bairro Santa Margarida, em Unamar para doação afim de construir cemitério e crematório públicos, para animais domésticos e domesticados, de pequeno e médio porte.

A iniciativa é boa mas o local é pra lá de duvidoso, levando em conta que o terreno se localiza a poucos metros da clínica parceira da vereadora.

Essa aproximação com a vereadora e a proximidade do terreno nos deixa algumas questões:

Será que há algum interesse, além de ajudar os donos de animais?

Por que a escolha desse terreno, numa área residencial e considerada “nobre”?

Por que a Fazenda Campos Novos não pode receber tais prédios?

Questões ambientais

Além dessas perguntas, deixo aqui uma reflexão sobre a questão do crematório. Embora a cremação seja de fato menos prejudicial do que preencher corpos com formaldeído e enterrá-los, ainda há efeitos ambientais a serem considerados.

A cremação, de um ser humano, média nos EUA, por exemplo, “consome a mesma quantidade de energia e produz a mesma quantidade de emissões que dois tanques de gasolina de um carro comum”, diz Nora Menkin, diretora executiva da People’s Memorial Association.

A cremação requer muito combustível e resulta em milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano — o suficiente para que alguns ambientalistas repensem o processo.

Wagner Pina escreveu essa matéria