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Joice Hasselmann mantém “gabinete do ódio para atacar adversários políticos”

Segundo reportagens da CNN Brasil e TV Record, para driblar as barreiras de segurança nas redes sociais, Joice teria usado um aplicativo ilegal para gerar CPFs, o que permitiu a habilitação de chips para cadastrar os perfis.

Em abril, a imprensa divulgou um áudio que indicava a utilização de perfis falsos nas redes sociais. “Acabei de chegar em São Paulo, cheguei há pouco para algumas entrevistas, mas podia falar com a turma aí para fazer vários perfis e entrar de sola no Twitter especialmente, Instagram, porque eles estão botando todas as milícias lá e os robôs em cima de mim”, afirmava a gravação.

Na ocasião, ela disse que “não há qualquer fato ilegal ou imoral” na gravação. “O áudio mostra uma solicitação legítima para que meus apoiadores criem perfis para ajudar a me defender dos ataques da milícia digital que habita no governo. Além disso, solicitei sim a criação de perfis oficiais para esclarecer as fakes que me atacam”, disse Joice.

Agora, novas denúncias apontam que a deputada integrante da CPMI das fake news obrigava assessores a criar perfis falsos para atacar adversários e defender Joice. Em um dos áudios coletados, ela orienta ataques conta Bia Kicis (PSL-DF).

“A gente precisa criar uma hashtag “Beatriz, a sórdida”. Vou para o ataque com essa vagabunda. #biasórdida, #biasórdida, #biakicissórdida, alguma coisa assim”, solicitou Joice na mensagem. O gabinete da deputada ainda criava memes contra adversários e pedia que os assessores “trabalhassem o dia todo”.

Ao todo, Joice usou seis assessores parlamentares para disseminar fake news e fez com que todos assinassem um termo de responsabilidade. Em uma das mensagens enviadas ao grupo em um aplicativo de mensagens, ela cobra o uso de todos os perfis para impulsionar a candidatura dela à prefeitura de São Paulo.

Wagner Pina escreveu essa matéria.