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Existe cristão racista? – Bruno Baker

No dia 25 de maio desse ano, recebemos a triste notícia da morte de George Floyd, um cristão afro-americano que sofreu um ato racista por parte de policiais. O vídeo que viralizou na internet mostrava Derek Chauvin, então policial de Minneapolis, ajoelhado no pescoço de Floyd por pelo menos sete minutos, enquanto este estava deitado de bruços na estrada. Depois desses relatos, um número enorme de usuários, incluindo celebridades, se mobilizou nas redes sociais usando a hashtag #blacklivesmatter, que significa “vidas negras importam”. Diante disso, nos vêm as perguntas: o racismo ainda existe? E o que a Bíblia tem para dizer sobre? Será que existem cristão racistas?

Primeiramente, devemos esclarecer que o termo “cristão” significa muito mais do que um rótulo ou status. Bíblica e originalmente, o significado da palavra Cristãos no grego é “Pequenos Cristos” – dando o sentido de que o cristão deve ser uma cópia submissa de Cristo. A designação não está relacionada à religião de alguém, mas sim, à identidade que essa pessoa tem com a pessoa de Cristo! E como se trata de Jesus, seria de extrema incoerência afirmar que existem “cristãos racistas”, uma vez que o racismo não condiz com a identidade de Cristo. Existem sim, pessoas racistas dentro de igrejas, mas no sentido literal da palavra, nem podem ser consideradas cristãos verdadeiros.

Veja o que a Bíblia nos diz: “Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). Essa passagem mostra claramente que Deus não faz acepção de pessoas, tratando a todos com amor.
Infelizmente, devemos confessar que o preconceito e racismo existe, e muitas vezes parte daqueles que se dizem cristãos ou frequentam uma igreja. Entretanto, de maneira nenhuma podemos transferir esse erro para a imagem de Cristo, pois o que ele ensinou foi totalmente diferente. Se todos praticassem fielmente as palavras de Jesus, toda forma de preconceito se extinguiria, mas não é assim que acontece. Lamentavelmente, vamos continuar vendo formas de racismo ocorrerem pelo mundo. E se isso está longe de acabar, o que nós podemos fazer?

Nós, como verdadeiros cristãos, além de amar a todos com imparcialidade, devemos orar tanto pela vida tanto dos oprimidos como dos opressores, para que sejam transformados. Afinal, Jesus foi tão bom ao ponto de nos aconselhar a orar pelos nossos inimigos. “Mas eu digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, […]” (Mateus 5:44).

Preconceitos sempre existiram, até mesmo nos tempos de Jesus, com mulheres, escravos, prostitutas, publicanos, leprosos, aleijados, etc. O próprio Cristo e seus discípulos sofreram pré-julgamentos. A intolerância era muito recorrente, assim como nos dias de hoje. Veja a mensagem que o apóstolo Tiago, inspirado por Deus, nos traz: “Se vocês de fato obedecerem à lei do Reino encontrada na Escritura que diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo”, estarão agindo corretamente. Mas, se tratarem os outros com parcialidade, estarão cometendo pecado e serão condenados pela Lei como transgressores” (Tiago 2:8-9).

Sendo assim, devemos aprender a amar a todos como Jesus amou, independente de cor, raça, nacionalidade, sexualidade, religião, crença ou qualquer outra coisa. Cristo morreu por toda a humanidade, e não só por um grupo específico. A vontade de Deus é levar todos para o mesmo céu, mas infelizmente existem preconceituosos que não conseguem frequentar o mesmo ambiente com outros, e isso não condiz em nada com o verdadeiro evangelho. Vamos lutar contra o preconceito e o racismo, fazer a diferença e espalhar o amor!

Bruno Baker é o autor desse artigo

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